Cada contato é poesia,
um verso sem amarras,
escrito na pele,
na linguagem secreta das almas abertas.
A tinta invisível das emoções
se espalha como dança,
corpos em busca de sensações,
um movimento que não precisa nome.
Somos autores e obra,
cada beijo é frase,
cada toque, uma trova,
um livro que se escreve no instante.
O tempo se curva,
aprende nossa canção,
como se o universo inteiro
se rendesse ao compasso do encontro.
No silêncio profundo,
somos instante eterno,
suspensos no ar,
fazendo do mundo pausa e respiração.
E no que não se diz,
tudo ganha voz,
porque o amor se escreve inteiro,
sem margens, sem fim,
dentro de nós.
