Navegar em teu mar, ilhar-me em ti,
Descobrir em teus mares o meu abrigo,
No compasso de teus movimentos, fluir,
Em tua essência, encontrar o que me é antigo.
Tu és o oceano que chama meu navio,
Teus braços, porto seguro onde ancorar,
Nas ondas de prazer, perco-me e me desafio,
Em tua pele salgada, sinto-me a flutuar.
E nas ilhas que se formam em teu corpo,
Exploro cada enseada com devoção,
Descubro tesouros em cada recôndito porto,
Tu és meu mapa, minha bússola, minha direção,
Navegando em teu mar, em êxtase me desfaço,
Em ti, encontro meu refúgio, meu único espaço.
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