Em terras áridas,
onde o sol queima a pele,
sobreviver é arte,
um desafio que trivela.
Raízes profundas
na busca do que impele,
reflexos de força
na luta que se revela.
Entre pedras e silêncios,
o sonho insiste e não se rende,
feito semente teimosa
que no deserto floresce e ascende.
Há suor que vira rio,
há fé que a dor transcende,
há mãos calejadas pelo tempo
que a própria esperança acende.
E mesmo sob céu severo,
quando o horizonte parece miragem,
brota no peito coragem —
oásis vivo da paisagem.
