🐾 "TOCA DA LEOA" 🐾 SENSUALIDADE & EROTISMO À FLOR DA POEISA 🐾
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🐾 Sou Uma Mulher De Espírito Livre Como Uma Leoa No cio 🐾 Porque Parte De Mim Tem Sede 🐾

sábado, 22 de agosto de 2015

MARÉ DE TI




Teu corpo é a maré que me arrasta e me afoga,
Onde a água invade a praia e a possui devagar;
Teu gemido — licor que meu ventre interroga,
Tua boca, sacrilégio que me faz blasfemar.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A VARANDA




Fazia trinta e dois graus à meia-noite.
O calor que não deixa dormir, que faz o corpo pedir vinho gelado, janelas abertas e roupa nenhuma. Estávamos os dois na varanda do meu quinto andar — ele de calções, sem camisa, eu com uma camisa larga dele por cima da pele nua e nada por baixo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A FELINA EM MIM

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

ENTRELAÇOS DE SENTIDOS




Nos sussurros da noite,
teus lábios são melodia,
tocam-me suavemente,

terça-feira, 18 de agosto de 2015

FOGO QUE DORME EM TEU OLHAR

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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

CADA GOLE UM DESEJO




Nos labirintos do toque,   
os sentidos dançam,   
despertam sussurros,   
na brisa suave da pele,   
um convite ao desconhecido. 

domingo, 16 de agosto de 2015

QUARTO 47




Vi-o ao balcão do bar do hotel.

Estava sozinha em Lisboa, numa viagem de trabalho que já tinha acabado, com um voo às sete da manhã e uma cama de hotel que não me apetecia nada. Desci ao bar por causa do tédio. E ali estava ele — de fato escuro, gravata desapertada, um whisky à frente e um livro que fingia ler.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

ESTRADA À NOITE




Encostámos o carro num caminho de terra, longe de tudo.

Nem eu sabia porquê ali. Ele tinha-me dito *"quero mostrar-te uma coisa"* e eu tinha entrado no carro sem perguntar, porque a esta altura já sabia que qualquer coisa dele era desculpa para o mesmo — para isto, para nós, para esta fome que não passa há oito meses.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A BIBLIOTECA




Descobri-o na secção de poesia francesa.

Eram nove da noite de uma quinta-feira, a biblioteca da faculdade quase deserta, e eu procurava um Baudelaire que já não estava onde devia estar. Encontrei-o nas mãos dele.

— *Desculpa* — disse eu. — *Estava à procura desse livro há uma semana.*

sábado, 1 de agosto de 2015

NOITE DE TEMPESTADE




O trovão chegou antes da chuva.

Estava sozinha em casa quando as luzes piscaram uma vez, duas, e apagaram-se de vez. Andei até à janela do quarto às apalpadelas. Lá fora, o mundo era uma coisa preta e violenta — árvores curvadas ao vento, faixas de chuva a atravessarem os postes de luz.