❦ ❦ ... AH ... MAS E SE EU FOSSE FALAR EM POESIAS ... E EM TODAS AS MINHAS VONTADES ... "AFRODITE" NEM EXISTIRIA ... E "KAMA SUTRA" SERIA BOBAGEM ... ❦ ❦

🐾 SEJA MUITO BEM VINDO AO MEU CANTINHO 🐾 "TOCA DA LEOA" 🐾 UM BLOG TRANSBORDANTE DE MUITA 🐾 SENSUALIDADE & EROTISMO À FLOR DA POEISA 🐾

domingo, 11 de dezembro de 2022

DESEJOS INSANOS A NOS ENVOLVER




Desejos insanos a nos envolver
Corpos em chamas, loucura a pulsar
Na pele, o calor que nos faz arder
O cheiro de cio esvoaça pelo ar.
 
Entrelaçados, sem medo de ceder
Em jogos de prazer, sem limitar
Desejos insanos a nos envolver
Corpos em chamas, loucura a pulsar.
 
Ardentes, loucos, o ato a irromper
Os gemidos sussurram segredos
No êxtase, somos corpos em enredos
Na entrega total, arfantes de prazer
Desejos insanos a nos envolver.



Cléia Fialho

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

ÊXTASE EM VERTIGEM





Aspiro às alturas, êxtase em vertigem
Um voo sem limites, liberdade pura
Busco prazer que em mim não se esfuma
Devaneios enlaça desejos e se coligem.
 
Sigo em busca de um gozo retende
Que arrepia a pele, faz vibrar o peito
Um sentimento que tem um efeito
E em meu sexo sempre transcende.
 
Doce delírio, que me faz sonhar
 De olhos fechados, me alço ao ar
 Ainda que de veras queira acordar.
 
Mas não me importa, sigo a instigar
 A minha luxúria está a cobiçar
 E a minha volúpia, vai me incitar.




Cléia Fialho

domingo, 20 de novembro de 2022

RASTROS D''ALMA




Pisei os rastros deixados no vento,
onde o tempo bordou silêncios e sonhos.
Nos galhos nus de uma tarde esquecida,
ouvi canções que a memória ainda entoa.

Havia um suspiro em cada lembrança,
feito orvalho em pétalas que não voltam.
Mas o perfume do que foi ternura
ainda dança leve entre as sombras calmas.

Os olhos mudam, mas veem mais fundo;
o coração — embora mais sereno —
guarda a centelha do que foi chama,
e aquece os instantes que ainda são.

O tempo não leva tudo, apenas molda.
Deixa molduras onde antes houve encontro.
E mesmo a dor, com sua pele austera,
um dia veste o nome de saudade mansa.

Se o fim se insinua em cada alvorada,
que venham as horas com sua doçura.
Pois o amor, raiz de cada memória,
é o que torna eterna a vida tão curta.




Cléia Fialho

CONSCIÊNCIA NEGRA


Vidas negras importam!



Neste vinte de novembro, a luz se acende
Dia da Consciência Negra, a brilhar
Nos versos desta terra que se estende
A voz de Zumbi a estrugir, a ecoar.
 
Oh, Zumbi dos Palmares, alma forte
Que em lutas ergueu seu negro pendão
No Quilombo, refúgio da própria sorte
Fez da liberdade seu estandarte são.
 
E neste dia, a negritude clama
Por respeito, justiça, igualdade
Num canto que retumba esse drama.
 
Que cada verso seja a caridade
Pintando em cores fortes este trama
Um Brasil de amor e fraternidade. 



Cléia Fialho


 Você sabe a diferença?
Racismo: Conduta discriminatória dirigida a determinado grupo.
Considerado mais grave pelo legislador, é imprescritível e inafiançável.
Injúria racial: Consiste em ofender a honra de alguém
com a utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem.


💗 Ouça 💗

Olhos Coloridos
Sandra Sá

sábado, 19 de novembro de 2022

ÉS O NÉCTAR QUE MEU CORPO ANSEIA




Conheço o sal da tua boca, o sal divino
Que em beijos vorazes meu paladar provou
És o néctar que meu corpo anseia e anino
Um sabor que em delícias me transportou.
 
Os mamilos, pérolas salgadas a enfeitar
Tesouros sensuais que meu desejo excita
Ao tocá-los, meu corpo se inflama a vibrar
Em cada arrepio, a paixão se incita.
 
E a cintura, sinuosa e curvada de ancas
Convida-te a explorar meu corpo em fogo
Em movimentos sensuais, feito danças.
 
Assim, rendemo-nos à luxúria desvairada
No sal das tuas delícias, prazer desafogo
Nesta dança erótica, alma enamorada.



Cléia Fialho

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

SOMOS UM SÓ ENREDO




À luz da lua, corpos se entrelaçam em segredo
Cada toque é um verso, cada beijo é um enlevo
Na dança do prazer, o tempo para em desejo.

Pele que queima, querer em chamas, sem medo
Na sinfonia da paixão, somos um só enredo,
Gemidos ecoam, nossos sentidos são degredo.



Cléia Fialho