Ouço sussurros de almas perdidas
Passos silenciosos ecoam na escuridão.
Enquanto os corações pulsam em solidão
No véu da noite, a lua brilha intensamente
Iluminando o caminho dos amantes decadentes.
Condenados a amar com paixão
Pétalas negras
de rosas sombrias
Desabrocham à luz da lua,
alegrias vazias
Perfume enigmático,
seduções suscetíveis
Amores fadados,
destinos imprevisíveis.
No véu da noite,
sussurros de agonia,
sombras dançam
na fria melodia.
Olhares perdidos,
promessas quebradas,
sangue e silêncio
em almas seladas.
O vento arrasta
segredos mortais,
beijos que queimam
em ecos fatais.
Na eternidade sombria,
a paixão se consome,
e a rosa negra
com o tempo não some.
No altar da noite,
sob céus estrelados
Ritos secretos,
paixão profanada
Corpos em chamas,
almas entrelaçadas
O amor proibido,
pela escuridão celebrada.
Entre velas rubras,
sussurros de eternidade,
A lua testemunha
os pactos da intensidade.
Beijos que sangram,
marcados na pele,
Desejo que invade,
na sombra se revele.
Cânticos ecoam
na penumbra silente,
Um êxtase sombrio
consome a gente.
Na dança sombria
de delírio e pecado,
O destino é selado,
no abismo encantado.
Entre sombras densas,
sussurros se confundem,
Almas se entrelaçam,
os segredos se fundem.
Na penumbra fria,
arde a chama insistente,
O amor se faz abismo,
tão doce e pungente.
Sangue e carmim,
na pele se misturam,
Os gemidos ocultos
na noite se perduram.
Em cada cicatriz,
renasce a nossa sina,
Um pacto eterno
de luxúria e neblina.