A luz da rua cortava o quarto em fatias laranja, e você olhou para o chão antes de falar.
— Quantas vezes você se masturbou pensando em mim?
Sua voz falhou na última palavra.
O silêncio que veio depois foi absoluto — a casa inteira parecia prender a respiração.
Os olhos escuros pesaram sobre você por um tempo que doeu.
— Vinte e três.
O número saiu exato, seco, como se ela já tivesse contado antes.
Você abriu a boca, mas ela já estava se movendo.
As mãos agarraram seus ombros e suas costas bateram na parede com um baque surdo.
A coxa dela pressionou o meio das suas pernas, o tecido da calça quente contra você.
Você segurou os quadris dela com as duas mãos, os dedos cravando a carne por cima da roupa.
Ela soltou o ar devagar, os olhos fixos nos seus, e puxou sua camisa por cima da cabeça, jogando no chão.
A camisa voou para o canto escuro.
Ela já estava arrancando a sua calça, os dedos rápidos no botão, no zíper, puxando o tecido pelas suas coxas até você ficar só de cueca, o pau duro marcando o algodão.
Você tentou alcançar a blusa dela, mas ela empurrou seu peito com a palma aberta e você caiu de costas no colchão, o corpo afundando no lençol frio.
Ela tirou a própria roupa em dois movimentos
— blusa por cima da cabeça, calça jogada no chão com um chute.
A luz da rua pintou as sardas nos ombros dela de laranja, os seios pesados balançando quando ela subiu na cama e montou sobre você, os joelhos cravados no colchão dos lados dos seus quadris.
A boca dela desceu no seu pescoço
— língua quente, dentes mordendo a pele logo abaixo da orelha.
Você gemeu, as mãos subindo pelas costas dela, sentindo os músculos se moverem sob a pele.
Ela lambeu a marca que deixou e soprou ar quente, e você sentiu os dedos dela abrirem suas nádegas, as unhas arranhando de leve.
— Vinte e três
— ela sussurrou contra seu ouvido.
— E agora vou te foder cada uma delas.
A mão dela desceu entre os corpos e agarrou seu pau, guiando a cabeça molhada de volta para a entrada da boceta.
Você sentiu os lábios carnudos se abrirem, o calor úmido engolindo a glande, e ela desceu de uma vez até a base, a boceta apertada espremendo cada centímetro.
O som que saiu da sua garganta foi um gemido rouco, os quadris empurrando para cima por instinto.
Ela começou a cavalgar.
Rápido. Brutal.
As coxas grossas batendo nas suas com estalos molhados, o líquido vaginal escorrendo pela base do pau e ensopando seus pelos.
Ela subia até a glande quase escapar e descia com força, os músculos da boceta apertando a cada descida, tirando outro gemido seu, mais alto, mais quebrado.
Você agarrou os seios dela com as duas mãos, os polegares esfregando os mamilos duros, e ela jogou a cabeça para trás, o cabelo preto balançando na altura do queixo.
— Isso, geme pra mim
— a voz dela saiu autoritária e calma, mas a respiração estava presa no peito.
Você empurrou os quadris para cima, encontrando as estocadas dela no ar, o pau batendo fundo, e ela mordeu seu ombro
— os dentes cravando na pele, a dor quente se misturando com o prazer.
O gemido abafado dela vibrou contra sua carne, e você sentiu a boceta pulsar ao redor do seu pau, os espasmos do orgasmo dela espremendo você.
Seu corpo arqueou.
Você agarrou os quadris dela e meteu fundo uma, duas, três vezes, e gozou com um gemido alto, o esperma quente jorrando contra o colo do útero enquanto a boceta dela apertava e pulsava, tirando cada gota.
O pau escorregou da boceta e o esperma escorreu pelas coxas dela.
Ela deslizou o corpo suado sobre o seu peito, a pele quente grudando na sua, e você sentiu o esperma escorrer das coxas dela e pingar morno no seu ventre.
A luz da rua cortava o quarto em laranja, iluminando as sardas nos ombros dela.
Você passou a ponta dos dedos por cada uma, o toque leve e lento, e ela respirou fundo contra o seu pescoço.
Com a voz rouca e gasta, ela sussurrou o número exato no seu ouvido. Você fechou os olhos.
❦
Cléia Fialho

.png)
.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
🐾 OBRIGADA PELA SUA PRESENÇA
🐾 É SEMPRE MUITO BOM TER VOCÊ AQUI
🐾 FIQUE À VONTADE PARA COMENTAR OU FAZER UMA INTERAÇÃO NAS POESIAS
🐾 SERÁ UM IMENSO PRAZER COLOCÁ-LA JUNTO À MINHA
🐾 VOLTE SEMPRE!
AFAGOS POÉTICOS EM SEU 💗
🐾