Desejos que não dormem,
roem a carne viva,
um ardor sem trégua,
língua de fogo lambendo a virilha do pensamento.
em cada poro suado,
a mente derretendo como cera contra peito nu.
No ritual da cama,
nossas almas se travam em nós,
não há mapa para esse fogo,
não há rota,
só o cheiro do suor misturado ao sexo nos inebria.
É pele contra pele, é grito engolido,
é mordida que deixa marca roxa de amor possessivo.
Entregamos-nos sem medo,
abertos, dilacerados,
o prazer é uma faca que corta fundo e doce,
que rasga e sacia.
A alma despe-se de si mesma,
nua,
pingando,
no fim não sabemos onde um acaba,
outro começa,
só sentimos o calor úmido escorrer e nos unir em brasas.
❦
Cléia Fialho

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