Ah, doce tentação,
manto de volúpia sobre a pele,
teia viva onde nos enredamos
sem querer fugir.
Somos cúmplices
de um segredo proibido,
e nele nos entregamos
como quem atravessa a própria noite
sem medo do abismo.
Cada instante entre nós
transborda em êxtase,
em gemido desenfreado,
em coragem de sentir
o que o mundo não nomeia.
Passamos pelas fronteiras do imaginável,
e na loucura dessa entrega
nos tornamos vulneráveis,
inteiros, abertos, ardentes.
Cada toque é verso,
poesia em ebulição,
e nosso amor proibido
arde como uma contradição
que insiste em ser chama.
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