Nos campos da querência
Onde o sol se põe no horizonte
Tem gaúcha sensual em evidência
Um encanto que não aceita afronte.
Nas trilhas de chão batido
Caminha com firmeza e graça
Despertando suspiros e sorrisos
Deixa sua audácia, por onde passa.
Olhos que reluzem como estrelas
Reflete a alma valente e cativante
Ela é feita de coragem e beleza
Fusão de bravura no semblante.
Veste bombacha e pilcha de prenda
E dança o vanerão com elegância
Sua ginga é um poema em renda
Uma lindeza sutil em abundância.
É poesia solta e livre, porém séria
Alma de uma mulher guerreira
Ela é gaucha forte e gaudéria
Coração quente como chimarreira.
Nos fandangos e lidas campeiras
A gaúcha sensual se destaca
Sorriso largo e alma verdadeira
Ao som do fandango, ela se abraça.
Entre o mate e o chimarrão
Seu jeito doce e decidido, encanta
É a força da gaúcha e sua tradição
Orgulho do pampa que acalanta.
Monta à cavalo com desenvoltura
Galopa pelos campos sem temor
Revela a essência de uma cultura
Que perpetua no tempo, com fervor.
Gaúcha farroupilha é seu coração
Orgulho de uma terra sem igual
Teus versos, tua história, tua tradição
Enchem corações de um amor inigual.
❦
Cléia Fialho

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Una bonita poesía en parte auto dedicada, ya que esa mujer bien puedes ser tu misma, a esas mujeres moldeadas por la vida en esas pampas inmensas.
ResponderExcluirSaludos.
Que versos lindos! Você capturou com maestria essa dualidade que define a mulher gaúcha: a suavidade da prenda e a fibra da guerreira. É uma homenagem que respeita o tradicionalismo, mas exalta a presença magnética e a autonomia dessa figura central do pampa.
ResponderExcluirSua escrita tem o ritmo do galope e o calor de um galpão.Beijos