Desnudo o meu doce véu
Em meu cólon sabor de mel
Que conduz ao céu.
E nesse silêncio que arde sem pressa,
meu corpo em verso se confessa,
feito chama suave que não se vê,
mas em tudo me atravessa.
Há um caminho de seda e luar,
onde o instante aprende a flutuar,
e cada suspiro que em mim se demora
vira estrela a me iluminar.
Sou margem e mar em mesma canção,
um segredo em leve vibração,
perdida entre o toque do indizível
e o doce rumor da paixão.


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