🐾 "TOCA DA LEOA" 🐾 SENSUALIDADE & EROTISMO À FLOR DA POEISA 🌶️ 🔞 🌶️

🐾 SE EU FOSSE FALAR EM POESIA E NAS MINHAS VONTADES 🐾 AFRODITE NEM EXISTIRIA E KAMA SUTRA SERIA BOBAGEM 🐾


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

FETICHE PROIBIDO




Meu fascínio sempre foi por homens maduros, casados, aqueles que carregam no olhar segredos e culpas. Há algo neles que me atiça, talvez porque cada transa tenha sido gratificante, intensa, marcada por uma fome que não se encontra em corpos jovens.  

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

GOZOS PROFUNDOS




Tua pele sedosa e cheirosa de sexo é meu enlevo voraz,
língua lambe a salinidade do suor, 
a boca devora a curva do ventre.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O TOQUE É SUAVE




A cada curva, um segredo mora,  
Em cada sopro, a coragem se apoia.  
O aroma sobe, embriaga a alma,  
Um convite suave, que a noite acalma.

sábado, 27 de dezembro de 2014

PECADO NO MOTEL




Ele entrou no quarto carregando o peso da culpa. Casado, maduro, olhar faminto. Eu já sabia: era meu fetiche, minha perdição. O cheiro barato do quarto misturava-se ao perfume masculino, e a tensão era palpável.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

PECADO NA FLORESTA

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domingo, 14 de dezembro de 2014

O APERTO DO ELEVADOR




O tranco foi seco — um estalo metálico seguido de silêncio. Ela se apoiou na parede do elevador, os olhos fixos no painel. Apertou o botão do térreo uma, duas, cinco vezes. Nada. A luz de emergência banhava o cubículo de um amarelo doentio.

— Não vai funcionar.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O CHEIRO DA TUA PELE

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sábado, 6 de dezembro de 2014

O ÚLTIMO BEIJO NA TELA




A sala estava vazia. Só os dois na fileira do fundo, perdidos na penumbra. Ela tentava focar na tela, mas o calor do corpo dele atravessava o encosto de veludo vermelho e subia pela sua espinha. Impossível ignorar.

Ele repousou a mão no apoio de braço entre as poltronas.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

SEM LICENCA




A porta estalou. 
Rafael encostou-se e o olhar desceu 
— lento, faminto, devorando cada curva antes do toque. 
Ela recuou. 
As costas bateram na parede fria. 
A luz da rua cortou seu rosto, o resto na penumbra. 
Ele avançou. 
Braços a cercaram, mãos espalmadas contra a parede, aprisionando-a no calor dele. 
Almíscar e chuva.