Ninfas noturnas nubladas
deslizam na penumbra do silêncio,
corpos de bruma,
olhos de lua embriagada.
Numa névoa néctea,
a pele aprende a linguagem do escuro,
e o ar — morno —
toca como promessa que não pede nome.
Na névoa nascem
néctarosos néctares,
escorrendo lentos
entre suspiros e segredos,
um gosto doce
que a noite guarda só para os ousados.
Noite, néctar,
num ninho noturno,
onde o desejo repousa
sem culpa,
sem ruído,
apenas pulsando
como um coração escondido
no ventre do sonho.
Ali, o prazer não grita —
sussurra.
E no sussurro,
arde.


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QUE BONITO
ResponderExcluirMuito obrigada.
ExcluirBeijinhos
🐾