Buscando a essência fresca do instante,
Um toque suave, um gemido sutil,
A química dessas almas que se fundem.
Lembro das tardes em que o mundo se calou,
Nossos risos se misturavam ao vento,
E o calor da pele era quase um canto,
Como se o tempo não existisse.
E no labirinto da tua presença,
Perdia-me, dia após dia,
Cada toque um verso, cada suspiro,
A canção de um amor que não conhece fim.
Teus olhos eram pórticos ao infinito,
Os segredos guardados no profundo,
E eu, viajante perdido em suas águas,
Deixava que a corrente me levasse.
E assim, entre as sombras e as luzes,
Construímos mundos em noites sem fim,
Transformando o real em pura magia,
Cada curva e contorno, um poema vivo.
O desejo era um leão em plena selva,
Rugindo sob a noite estrelada,
E os nossos corpos, como ramos de uma árvore,
Abraçavam-se, entrelaçados e calorosos.
Num jogo de sombras, a paixão levava,
Atrás do horizonte de um sonho,
E a cada beijo, soltávamos estrelas,
Brilhando na escuridão, num esplendor formoso.
E mesmo quando a manhã chegava,
As memórias dançavam na brisa,
Como folhas levadas por correntes,
Fazendo o doce amor perdurar.
❦
Cléia Fialho
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