São apelos obscenos
em gritos e gemidos
se tornam infinitos.
Ardem na sombra do quarto,
no suor que brilha à luz da lua,
no toque que escreve desejos
sobre a pele nua.
Entre suspiros febris
e promessas sussurradas,
nossos corpos conversam
em línguas entrelaçadas.
E o tempo, rendido ao impulso,
se curva ao calor do instante —
onde o pecado é apenas
amar-se sem ser distante.
