Sussurros que ao vento se perdem, mas que a pele sente.
Na dança dos corpos, um ritmo que desafia o vazio,
E entrelaça almas num enlace quente.
Mãos que traçam rotas por vales inexplorados,
Dedos cartógrafos de mapas secretos e proibidos.
A boca desce faminta, em trilhos sagrados,
Onde o gosto amargo dos prazeres é ouvido.
Teus seios, montanhas firmes sob minha conquista,
Bicos eriçados que imploram atenção.
Minha língua circunda, em círculo que insiste,
Provocando gemidos em nova dimensão.
O ventre se abre como flor à madrugada,
Úmida e convidativa, oferecendo abrigo.
Penetro o teu íntimo em estocada ousada,
Sentindo-te apertar-me em ardente perigo.
Movimentos que oscilam entre a calma e a fúria,
Quadril contra quadril, suor contra suor.
A carne bate em carne, numa doce injúria,
Até explodirmos juntos em puro fervor.
E no colapso final, ofegantes e vencidos,
Resta o perfume denso do amor consumado.
Nossos corpos desertos, exaustos e unidos,
São o território sagrado que conquistamos ao lado.
❦
Cléia Fialho

.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
🐾 OBRIGADA PELA SUA PRESENÇA
🐾 É SEMPRE MUITO BOM TER VOCÊ AQUI
🐾 FIQUE À VONTADE PARA COMENTAR OU FAZER UMA INTERAÇÃO NAS POESIAS
🐾 SERÁ UM IMENSO PRAZER COLOCÁ-LA JUNTO À MINHA
🐾 VOLTE SEMPRE!
AFAGOS POÉTICOS EM SEU 💗
🐾