Na penumbra morna do quarto,
teu olhar acende a noite,
e o silêncio, lento e íntimo,
desliza entre nós sem pressa.
Tua voz roça meus sentidos,
feito brisa sobre a pele;
cada palavra, um convite,
cada pausa, um desejo.
Aproximo-me devagar,
no compasso da respiração,
e o mundo perde seus contornos
dentro da nossa pulsação.
Quando a madrugada nos envolve,
resta, suave e ardente,
a promessa de um novo encontro
guardada na pele da gente.
