a boca entreaberta,
um rasto de saliva
descendo lento pela garganta.
Pedir-te que me dispas
sem pressa,
que me deites
de bruços sobre o silêncio,
e que os meus seios
encontrem o teu rosto,
enquanto a noite aprende
a respirar entre nós.
Que as tuas mãos percorram
o mapa da minha pele,
e que cada suspiro
seja uma promessa cumprida.
No escuro,
sem medo nem pudor,
entrego-te o meu desejo —
inteiro, ardente,
à espera do teu.

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