Pede-me sem palavras,
com esse olhar que incendeia
a distância entre nós.
Quero tua mão
perdida na minha pele,
tua boca próxima,
quente, demorada,
despertando arrepios.
Quero que me desnudes
devagar,
como quem abre
um segredo guardado.
Deita-me perto de ti.
Deixa o desejo
conduzir nossos corpos
sem pressa,
sem medo.
Que a noite nos envolva,
que a respiração se confunda,
que o silêncio diga
aquilo que a boca
já não consegue esconder.
E quando o mundo desaparecer,
quero permanecer em teus braços,
acesa,
rendida,
inteiramente tua.
