Teus olhos, labaredas, incendeiam meus sentidos,
Acaricia-me, desliza como um rio voraz,
Em cada toque, uma sinfonia de gemidos.
Sente o pulsar, a dança frenética da pele,
Teu desejo e o meu, em um só ritmo,
Mergulha no abismo, onde o tempo se dissolve,
A cada respiração, um novo vício.
Lambe-me, devora cada palavra sussurrada,
Teu corpo é a tempestade que eu anseio,
Na crueza do momento, somos bestas,
Explorando os limites do nosso desejo.
A vida se desfaz, somos apenas instintos,
Nessa selva de corpos, onde tudo é permitido,
Entregamo-nos ao êxtase, sem medo,
No labirinto da paixão, estamos perdidos.
E ao final, com a lua como testemunha,
Deixamos nossas marcas, cicatrizes de prazer,
Dançamos no silêncio, entre suspiros e risos,
Numa entrega visceral, que nunca vai se esquecer.
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Cléia Fialho

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Olá Clia, o teu poema é uma maravilhosa viagem ao crepúsculo, cada verso pinta com delicadeza as cores do céu e a magia que se instala com a chegada da noite, gosto muito da forma como capturas esse momento suspenso em que o sol se despede lentamente, as sombras vão crescendo e a lua se torna cúmplice do mistério que envolve o mundo, as tuas palavras nos transportam nessa harmonia entre o dia e a noite, obrigada por compartilhar essa poesia, que o teu dia seja luminoso, beijo, Régis.
ResponderExcluirUna bella y poética forma de describir esas últimas luces del día.
ResponderExcluirSaludos.
Soy el Sol
ResponderExcluiry al llegar el crepúsculo
me interno en ti
que eres la noche,
para arder bajo las estrellas
en el fuego de tu deseo.
Beijos doces.