Tua boca encontra meu pescoço
e o mundo perde o nome.
Só resta o pulso acelerado,
a pele arrepiada,
a urgência de permanecer
onde o prazer se torna linguagem.
Meu corpo se abre em arrepios,
cada toque acendendo
uma vertigem nova —
calor contra calor,
respiração contra respiração.
Tuas mãos chegam
como tempestade sobre a minha pele,
sem pressa,
mas sem pedir licença ao desejo.
Entre lençóis desfeitos,
somos instinto e faísca,
fome e entrega,
dois corpos atravessados
por uma noite sem freios.
E quando o silêncio retorna,
ainda há fogo em nossas mãos,
ainda há desejo nos olhos,
ainda há minha pele
lembrando exatamente
onde a tua esteve.
