TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia









sábado, 7 de março de 2026

SEM PEDIR LICENÇA AO DESEJO



Tua boca encontra meu pescoço  
e o mundo perde o nome.  
Só resta o pulso acelerado,  
a pele arrepiada,  
a urgência de permanecer  
onde o prazer se torna linguagem.

Meu corpo se abre em arrepios,  
cada toque acendendo  
uma vertigem nova —  
calor contra calor,  
respiração contra respiração.

Tuas mãos chegam  
como tempestade sobre a minha pele,  
sem pressa,  
mas sem pedir licença ao desejo.

Entre lençóis desfeitos,  
somos instinto e faísca,  
fome e entrega,  
dois corpos atravessados  
por uma noite sem freios.

E quando o silêncio retorna,  
ainda há fogo em nossas mãos,  
ainda há desejo nos olhos,  
ainda há minha pele  
lembrando exatamente  
onde a tua esteve.




  Cléia Fialho