As palavras se procuram
na penumbra dos sentimentos,
como mãos que se encontram
sem precisar de explicação.
Há poesia no toque invisível
que nasce entre um verso e outro,
um calor suave percorrendo
a pele delicada da imaginação.
Os corpos não se dizem —
apenas se pressentem
na dança lenta das emoções,
onde o desejo respira
em silêncio ardente.
Cada estrofe acende
uma chama diferente,
e os poetas se abandonam
à vertigem doce
de sentir demais.
A poesia então gira,
livre, viva, inquieta,
misturando suspiros,
memórias e paixão
numa melodia sem fim.
E nesse encontro de almas e palavras,
o amor renasce outra vez,
reinventando-se em cada olhar,
em cada pausa,
em cada verso
que permanece vibrando
mesmo depois do silêncio.
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