Permite-me entrar na tua pele em calma,
Como quem segue um rio sem direção,
Devagar, onde o silêncio ganha alma
E o tempo se desfaz na sensação.
Quero colher de ti toda a presença,
Até que o mundo perca o seu rigor,
E reste apenas luz na transparência
De um gesto que se torna puro amor.
Deixa que eu te percorra em sutileza,
Como brisa a aprender teu contorno,
Despertando em teu corpo a leveza.
E que teus olhos brilhem, sem temor,
Na entrega onde se apaga toda incerteza,
Dois seres se encontram no mesmo ardor.
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