Quero teus lábios ardentes,
meu corpo a te desejar,
na dança, tão envolvente,
deixa o silêncio se quebrar.
Quem me toca —
— quem me clama,
é o amor a me guiar,
nesta febre que nos chama,
onde a alma quer ancorar.
Desço o mapa da tua pele,
seguindo o rastro do suor,
para que a noite se revele
no ápice do nosso esplendor.
Teu suspiro é o meu compasso,
tua boca, o meu lugar,
neste insano e eterno abraço,
onde o gozo nos faz flutuar.
Somos carne, brasa e vento,
no calor desse envolver,
eternizando o momento
em que aprendemos a renascer.
Linda interação do Amigo Poeta DULCE
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