Estou diluindo-me em devaneios
Querendo seus lábios em meus seios
Perdendo-me em audaciosa sedução
E nesse cultivo de fogo e seiva,
me perco no aroma que tens,
como fruta que explode em doçura
quando a boca você me tem.
Teu sabor me atravessa inteira,
feito rio que não sabe voltar,
e eu sigo colhendo teus rastros
sem sequer mais me enjoar.
Há colheitas que não se encerram,
só se reinventam no ardor,
quando o fruto é desejo vivo
e o toque, pura tesão de calor.