TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

segunda-feira, 7 de maio de 2018

PERFUMES NO AR



Noite estrelada
Pontos de luz no céu escuro
Magia infinita.

Sob esse manto de silêncio e brilho,
nossos olhares se encontram mansos,
promessas nascem no sopro do vento
e o amor se aninha em nossos braços.

Cada estrela sussurra um desejo,
cada suspiro desse céu sem fim,
é teu corpo que quero a sentr.




  Cléia Fialho

domingo, 6 de maio de 2018

NÉCTAR



Ninfas noturnas nubladas
deslizam na penumbra do silêncio,
corpos de bruma,
olhos de lua embriagada.

Numa névoa néctea,
a pele aprende a linguagem do escuro,
e o ar — morno —
toca como promessa que não pede nome.

Na névoa nascem
néctarosos néctares,
escorrendo lentos
entre suspiros e segredos,
um gosto doce
que a noite guarda só para os ousados.

Noite, néctar,
num ninho noturno,
onde o desejo repousa
sem culpa,
sem ruído,
apenas pulsando
como um coração escondido
no ventre do sonho.

Ali, o prazer não grita —
sussurra.
E no sussurro,
arde.




  Cléia Fialho

sábado, 5 de maio de 2018

quinta-feira, 3 de maio de 2018

CALORES



Calor cresce entre lençóis, lento e denso,
Vapor de corpos, um movimento intenso.
Carícias consomem toda a razão,
Dedo que traça mapa, pele, emoção.

Corajosamente, o véu do pudor cai,
Na dança antiga que nunca falha.
Consumados com carinho, com fome, com fé,
Neste ritual que apenas o corpo crê.

Curvas cintilam à luz de um luar roubado,
Arco de desejo, por suor salgado.
Confidências compartilhadas sem voz,
O corpo é a língua, o suspiro é a cruz.

Contatos contagiam fogo e tremor,
Um pelo outro, só existe o sabor.
Clamores que ecoam em quarto fechado,
Calores que fundem, em êxtase dobrado.

E quando o espasmo findar sua labuta,
Ficam os ecos da pele enlaçada, absoluta.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 2 de maio de 2018

SENSAÇÕES SEDUTORAS




No silêncio que se despe
do tempo,
sensações sedutoras se sucedem
numa dança de sombras e carne viva.
Teus dedos, cartógrafos do meu ser,
traçam rotas onde só o desejo é mapa,
seduzindo cada vértice, cada curva resignada.

É uma seiva sorrateira que nasce,
sedenta de sal e segredo,
um rio subterrâneo que pressente a enchente.
Ela sobe, sutilmente seduzindo
a razão a se tornar vapor,
a se perder no ar úmido que respiramos.

Tudo é sensualidade sussurrante.
A pele fala em dialetos antigos,
e os ouvidos são lábios que bebem cada gemido.
O ar se faz pesado,
saturado de nós,
de suspiros que se rompem em consoantes molhadas.

Eis o duelo doce:
o ímpeto selvagem e a rendição submissa
enlaçados num nó sublime.
Dois corpos, uma única fogueira
que suplicando por lenha,
se esvaecendo em brasa e cinza lenta…
Até ser apenas o tremor,
o sabor do outro na língua,
e o vasto, tranquilo deserto
onde repousa a fera saciada.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 30 de abril de 2018

RECEIO DE FALAR



A minha paixão não tem fim
 eu daria a vida por seus beijos
 só para ter você pra mim.
Serenando os meus desejos...

 Complicado amar-te assim
 com este receio de falar.
Que eu sempre estive afim
Sem jamais me declarar.




  Cléia Fialho

domingo, 29 de abril de 2018

sábado, 28 de abril de 2018

ENTRE LENÇÕES



Liberando meu uivo enclausurado...
Neste entalhe forte envolvente...
Cavidade acoplada em teu acento....
Batimento cardíaco perde o compasso...
Respiração acelera neste momento.

Onde ápice se prende num abraço...
Acrescendo labaredas de sentimentos...
Climatizando o nosso apogeu...
Suados, saciados, juntamos cada pedaço...
Explodidos entre lenções de você e eu!




  Cléia Fialho