A noite estava pesada, o vento cortava o silêncio da cidade.
O telhado da cabana rangia sob o peso dos corpos, mas nada interrompia a fúria.
Ele a puxou pelos cabelos, erguendo-a contra as telhas ásperas, o céu estrelado servindo de testemunha proibida.
Ela, faminta, se ergueu sobre ele, cavalgando sem clemência, unhas cravadas no peito, gemidos brutos que ecoavam como trovões no espaço aberto.
O vento espalhava o som da selvageria, e cada movimento fazia o telhado vibrar como cúmplice da luxúria.
Ele a virou de repente, pressionando-a contra a chaminé de pedra.
O contraste entre o frio da rocha e o calor da carne era devastador.
Cada estocada era brutal, cada gemido uma explosão que fazia o céu parecer rugir em resposta.
Ela, em transe, mordia o pescoço, arranhava os braços, exigia mais.
O espaço aberto intensificava a violência: não havia paredes, não havia limites, só luxúria explícita.
O cheiro de suor e saliva impregnava o ar, transformando o telhado em altar profano.
O risco de cair só aumentava a selvageria.
As telhas escorregadias tornavam cada gesto mais feroz, cada gemido mais urgente.
O mundo inteiro parecia suspenso naquele instante, como se a noite fosse feita apenas para guardar aquele segredo sujo.
No fim, ambos desabaram sobre as telhas, corpos marcados por arranhões, mordidas e gozo.
O telhado, silencioso, guardava o segredo proibido da madrugada: ali não houve ternura, só pecado repetido, só prazer devastador.
❦
Cléia Fialho

.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
🐾 OBRIGADA PELA SUA PRESENÇA
🐾 É SEMPRE MUITO BOM TER VOCÊ AQUI
🐾 FIQUE À VONTADE PARA COMENTAR OU FAZER UMA INTERAÇÃO NAS POESIAS
🐾 SERÁ UM IMENSO PRAZER COLOCÁ-LA JUNTO À MINHA
🐾 VOLTE SEMPRE!
AFAGOS POÉTICOS EM SEU 💗
🐾