O corpo busca um nome,
um calor que dissolve a tarde,
a poeira do dia esquecida
no sulco de uma linha suave.
mas a onda mansa que chega
e molha os pés na areia
de um tempo que se desdobra.
Um abraço que não aperta,
uma fruta madura, o sumo
na ponta da língua, silêncio.
Um livro aberto na mesa
e o sol que entra sem pedir licença,
pintando o chão com ouro.
É a mão que encontra outra,
o olhar que se demora,
um poema que se inventa
na simplicidade da hora.
É a paz que pousa leve,
como pássaro em galho seguro,
o murmúrio da terra
depois da chuva.
❦
Cléia Fialho
.png)
.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
🐾 OBRIGADA PELA SUA PRESENÇA
🐾 É SEMPRE MUITO BOM TER VOCÊ AQUI
🐾 FIQUE À VONTADE PARA COMENTAR OU FAZER UMA INTERAÇÃO NAS POESIAS
🐾 SERÁ UM IMENSO PRAZER COLOCÁ-LA JUNTO À MINHA
🐾 VOLTE SEMPRE!
AFAGOS POÉTICOS EM SEU 💗
🐾