Eu canto a sensualidade, sim,
a que pulsa na terra, na água, no ar,
a que se revela no toque singelo de uma folha,
no sussurro do vento em meu rosto.
mas a vibração profunda, a ressonância serena.
É a pele que sente a brisa morna do fim de tarde,
o aroma da chuva sobre o asfalto seco,
o sabor adocicado de uma fruta recém-colhida.
É o olhar que se demora, que reconhece a alma
na dança inconsciente de um corpo em movimento,
na melodia que emana de uma gargalhada genuína.
É a comunhão silenciosa entre dois seres,
o mistério que se desvela em gestos sutis.
❦
Cléia Fialho

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