No toque suave da brisa
a pele se entrega,
coração pulsando em esperas,
o aroma da terra após a chuva,
à dança dos sentidos,
flor que se abre no silêncio.
Na luz morna do entardecer,
os olhos se encontram,
refletem histórias não contadas,
o calor de um sorriso,
o calor de um olhar
que desliza suave,
como o canto distante de um pássaro.
Cada movimento é um verso,
a sinfonia da pele sob o toque,
palavras que não se falam,
mas ressoam no espaço,
um universo que se forma,
um entrelaçar de vidas,
onde o ser se revela nu.
E nesse espaço sutil,
a essência é pura,
a luz se transforma em sombra,
na suavidade do instante,
a sensualidade é um sonho,
um sussurro entre as folhas,
onde tudo é permitido e certo.
Deixe a mente flutuar,
como a brisa nas montanhas,
em cada gesto, um poema,
na quietude de um abraço,
a celebração do estar,
na vastidão do desejo,
um eco que nunca cessa.
❦
Cléia Fialho

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