TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

domingo, 26 de outubro de 2014

SELVAGEM EM PRAIA DESERTA



A praia deserta respirava silêncio, mas o vento carregava luxúria. 
A lua iluminava o mar como cúmplice, e cada onda que quebrava parecia marcar o ritmo da selvageria. 
Ele a puxou pela cintura, jogando-a contra a areia fria, o corpo dela se arqueando sob o peso da fúria. 
Sua boca mordia, sugava, rasgava, enquanto as mãos a prendiam contra o chão úmido.

Ela, faminta, se ergueu sobre ele, cavalgando sem clemência, unhas cravadas no peito, gemidos brutos que ecoavam como trovões no espaço aberto. 
O som do mar se misturava ao som dos corpos, e a praia inteira se tornava cúmplice da violência.

Ele a virou de repente, pressionando-a contra uma rocha lisa. 
O contraste entre o frio da pedra e o calor da carne era devastador. 
Cada estocada era brutal, cada gemido uma explosão que fazia o mar parecer rugir em resposta.

Ela, em transe, mordia o pescoço, arranhava os braços, exigia mais. 
O espaço aberto intensificava a selvageria: não havia paredes, não havia limites, só luxúria explícita. 
O cheiro de sal, suor e saliva impregnava o ar, transformando a praia em altar profano.

No fim, ambos desabaram sobre a areia, corpos marcados por arranhões, mordidas e gozo. 
O mar, silencioso, guardava o segredo sujo da noite: ali não houve ternura, só pecado repetido, só prazer devastador.




  Cléia Fialho

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