A praia deserta respirava silêncio, mas o vento carregava luxúria.
A lua iluminava o mar como cúmplice, e cada onda que quebrava parecia marcar o ritmo da selvageria.
Ele a puxou pela cintura, jogando-a contra a areia fria, o corpo dela se arqueando sob o peso da fúria.
Ela, faminta, se ergueu sobre ele, cavalgando sem clemência, unhas cravadas no peito, gemidos brutos que ecoavam como trovões no espaço aberto.
O som do mar se misturava ao som dos corpos, e a praia inteira se tornava cúmplice da violência.
Ele a virou de repente, pressionando-a contra uma rocha lisa.
O contraste entre o frio da pedra e o calor da carne era devastador.
Cada estocada era brutal, cada gemido uma explosão que fazia o mar parecer rugir em resposta.
Ela, em transe, mordia o pescoço, arranhava os braços, exigia mais.
O espaço aberto intensificava a selvageria: não havia paredes, não havia limites, só luxúria explícita.
O cheiro de sal, suor e saliva impregnava o ar, transformando a praia em altar profano.
No fim, ambos desabaram sobre a areia, corpos marcados por arranhões, mordidas e gozo.
O mar, silencioso, guardava o segredo sujo da noite: ali não houve ternura, só pecado repetido, só prazer devastador.
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Cléia Fialho

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