Teu nome, um eco sussurrado
no silêncio das estrelas que morrem.
Teu abraço, a terra que ainda me acolhe
mesmo quando o solo sob os pés
Eras o pão que partilhávamos
o vinho que incendiava nossas veias.
Eras a mão que me guiava
na escuridão mais funda
e o riso que desvendava a aurora.
Agora, és o vento que acaricia
o meu rosto, um beijo invisível.
És a água que me sacia
na sede infinita de te encontrar
em cada flor que desabrocha.
Sei que tua essência tece
o tecido sutil do tempo.
Que em cada sopro de vida
tu renasces, eternamente.
E assim, eu te amo, amor.
Para além do que os olhos veem,
para além do que a carne sente.
Um amor que desafia a noite,
que acende o dia.
Um amor que transcende a morte
como a semente que dorme
e espera a primavera.
Um amor que sou eu
e que sou tu, para sempre.
❦
Cléia Fialho
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