Te prendo contra o tronco, selvagem, sem pudor,
Minha boca te devora, meu corpo é puro calor.
Te penetro sem descanso, arranco gemidos brutos,
Consumo a tua carne em segundos absolutos.
Me abro inteira, faminta, pedindo mais e mais,
Teus impulsos me rasgam em golpes animais.
Cavalgo a tua rigidez, arranho, mordo e exijo,
Sou o pecado encarnado que te queima e fustigo.
CF
Te seguro pelos quadris, te domino sem trégua,
Cada estocada é selvagem, cada gozo é uma guerra.
Teus gritos ecoam na mata, sujos, devastadores,
Sou a fera faminta que desperta os teus temores.
DRM
Não há espaço para a trégua, só carne em convulsão,
Arrancamos o fôlego até perder a razão.
Na terra úmida marcamos suor, saliva e gozo,
Sou a tua devassa, o teu vício mais perigoso.
CF
Te dobro contra a terra, sem dó, na insanidade,
Minha rigidez te invade com pura brutalidade.
Teus espasmos me prendem, sedentos, sem pudor,
Sou o dono do teu ritmo, teu carrasco e teu calor.
DRM
Me entrego sem freios, na lama, em total perdição,
Rasgando o próprio peito nessa nossa colisão.
Minha carne te esmaga, meu corpo é tua prisão,
Sou a luxúria cega que te explode em combustão.
CF
❦
Cléia Fialho & Don Juan DeMarco
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