A porta estalou ao fechar.
Ele encostou-se e o olhar desceu
pelo corpo dela, lento, devorador
conhecendo cada curva, antes do toque.
Os braços dele a cercaram.
Almíscar e chuva.
A luz da rua cortou seu rosto.
A respiração falhou, curta, quente.
A boca invadiu sem pedir licença.
Língua urgente molhada profunda.
A calcinha cedeu com um puxão seco.
Os seios nus roçaram a penumbra.
Ele a ergueu do chão sem peso.
As pernas enroladas na cintura.
Na cama a boca desceu devorando o clitóris
a entrada, o mel, a saliva escorrendo.
Me fode agora.
Uma estocada só até o fundo.
Carne batendo, carne molhada.
Unhas cravadas nas costas.
O orgasmo rasgou.
Ela gritou o nome dele.
Porra quente pulsando dentro.
Colapso. Suor.
Ofegante. Entrelaçados.
Finalmente parou de lutar.
Rendida. Aliviada.
❦
Cléia Fialho

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