Fico em ti, derretido, sem regras e sem forma,
Ainda pulsando, ainda teu, em teu corpo preso.
Minha boca no teu cabelo, enquanto a carne informa
Que o paraíso é queimar em ti, desse jeito, aceso.
Sinto o teu recuo lento, a falta que me invade,
Enquanto tua boca desce e beija o meu ventre nu.
Tua língua colhe o mel com pressa e crueldade,
No eco do meu gemido que só sacias tu.
CF
Agora te deita de costas, com as pernas bem abertas,
Deixando a tua fenda totalmente exposta ao meu olhar.
Minha língua desce feroz, em linhas incertas,
Pronta para a festa que vai te incendiar.
DRM
Sinto a tua boca em meu clitóris, sugando por inteira,
Teus dedos entram fundos, arrancando a minha bênção.
Meu corpo arqueia e te puxa de qualquer maneira,
Até que o meu espasmo vire a nossa canção.
CF
Desabo no teu peito, devorado e renascido,
Bebendo o último rastro do incêndio que ficou.
O nosso pacto bruto está consumado e vivido,
No inferno mais bonito que a luxúria criou.
DRM
Agora a tua seiva escorre, abundante e pura,
Minha boca te engole feito fonte de calor.
Sinto você tremer na mais sagrada loucura,
E quando você goza, o mundo perde o valor.
CF
❦
Cléia Fialho & Don Juan DeMarco

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