Eu sou ternura,
e sou fera em cio,
sou vertigem que rasga,
sou carne que implora e devora.
minhas unhas são lâminas,
meus dentes cravam tua pele,
minha boca é incêndio,
meu gemido é ordem.
Tu me invades bruto,
eu te recebo inteira,
sou campo de batalha,
sou mulher em guerra,
sou prazer que sangra.
Saliva, suor, arranhões,
cada toque é relâmpago,
cada penetração é terremoto,
cada gozo é explosão selvagem.
Eu grito, eu uivo, eu imploro mais,
sou bandida em teus lençóis,
sou delírio que não volta atrás,
sou fúria tatuada em tua carne.
No fim, só restam corpos exaustos,
pele marcada, respiração em chamas,
um êxtase brutal e selvagem,
gravado em suor, gravado em gritos,
gravado em nós.
❦
Cléia Fialho

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