Desejo em tua morada,
quente boca, madrugada,
me penetra com fervor
como um hino feito em flor.
Sinto o pulso do teu cio,
num delírio, num arrepio.
Entre o sacro e o profano,
sou prazer, corpo e humano.
Nessa chama que me acende,
teu mistério me surpreende.
Fecho os olhos, sou oferenda,
nua prece que se estenda.
Sussurrando em doce alarde,
teu amor em mim se arde.
Sou pecado e devoção,
sou tua em consumação.
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