Nos campos do Sul,
o horizonte não tem fim.
A terra cheira mate quente.
O vento corre solto.
Pampa aberto, alma leve.
o horizonte não tem fim.
A terra cheira mate quente.
O vento corre solto.
Pampa aberto, alma leve.
As moças caminham serenas.
Passos firmes, chão antigo.
Olhar calmo, fundo, silencioso.
Como água escondida no cerro.
Olhar calmo, fundo, silencioso.
Como água escondida no cerro.
Vestem cores que dançam ao sol.
Flores presas no tecido leve.
O tempo ali anda devagar.
E a natureza dita o ritmo.
O tempo ali anda devagar.
E a natureza dita o ritmo.
Fumaça sobe do galpão distante.
Cheiro de lenha no ar.
Elas passam.
E o campo muda de humor.
Elas passam.
E o campo muda de humor.
Não há pressa nos gestos.
Só presença.
São terra, vento e raiz.
São liberdade sem explicação.
São terra, vento e raiz.
São liberdade sem explicação.
Entre bois e quero-quero,
seguem inteiras.
Gaúchas do pampa.
Paisagem que respira.
seguem inteiras.
Gaúchas do pampa.
Paisagem que respira.
❦
Cléia Fialho

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