Se teus olhos são o mar,
Sou areia a me render,
Sou concha a te encantar,
Teu olhar que me fascina
Tem um lume que acarinha,
E a paz que nele habita
Faz do tempo poesia infinita.
Se neles mora o universo,
No meu peito, mora um verso,
Que te busca em madrugada
E te encontra na alvorada.
És visão que me conduz,
Na pupila, tens a luz
Que transforma em emoção
Cada batida do coração.
Por teus olhos eu me inflamo,
Entre ondas, vento e bruma,
Pois se em ti me desengano,
Ainda assim, valeria a espuma.
Teu olhar me dá alento,
É começo, mar e vento…
E, se o mundo apagar,
Basta teu olhar pra iluminar.
❦
Cléia Fialho

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Debido a mi viaje no pude seguir vuestras publicaciones al día y tras un ligero rastreo veo que tus poemas son como siempre de gran calidad y belleza independientemente del tema tratado.
ResponderExcluirSaludos.