Deixo-te ficar dentro, não te vás embora,
Ainda te sinto pulsar contra as minhas paredes,
Adormece assim, com o meu corpo por hora,
Que a fome não passou, meu amor, tu sabes.
Na penumbra do quarto, onde a paixão nos chama,
Os nossos corpos se encontram num abraço quente,
E cada suspiro é uma promessa que aclama,
O desejo ardente que nunca está ausente.
Os lençóis testemunham nosso doce tormento,
Onde o tempo pára e se dissolve o momento,
Nas carícias trocadas, em murmúrios sussurrados,
Nosso amor é a chama que jamais será apagado.
Permanece aqui, enquanto a lua nos vigia,
Nesta dança silenciosa de prazer e harmonia,
Deixa que a noite nos envolva em seu véu,
Nosso refúgio secreto, nosso pedaço de céu.
E assim, entrelaçados, o mundo lá fora se esvai,
Apenas nós dois existimos, num precioso clamor,
Que a eternidade nos guarde na memória do amor,
Pois nos teus braços, meu amado, encontrei meu lar.
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