Despoticamente, a condição mais dura
Nasce do íntimo, da alma singela e pura
Palavras que fluem como água cristalina
Revelando emoções, suave brisa matutina.
Na subtileza do verso, ecoa o sofrimento
A dor, o amor, a saudade, cada sentimento
O humano na sua entrega mais profunda
Despeja em tinta a vida, ilusória fecunda.
A esperança é espelho da existência
Reflete a alma, infelicidade na essência
Nas entrelinhas, de sonhos e desilusões
Mergulhando em abismos, vãs paixões.
É luta constante, palavra a palavra
A busca incessante pelo que escrava
Transcender o humano, tocar o divino
Na imensidão do vazio, traçar o destino.
A realidade crua não é para os fracos
É para os que saem dos seus buracos
É enfrentar-se, sem medo da verdade
Despindo-se das máscaras, da falsidade.
Sobreviver é navegar em mares revoltos
Confrontar a si mesmo em tempos soltos
É desbravar os paradoxos da vida di'a dia
E dar voz àquilo que, calado, se escondia.
Que então todas as dúvidas nos torne fortes
Nos abra caminhos e nos dê mais suporte
Na condição mais dura, desvela-se a crueza
Que a coragem se torna nossa maior riqueza.
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Cléia Fialho
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