As lágrimas, em gotículas,
Regam o solo árido dos lamentos
As dores transformadas em versos
Em eternos sentimentos
São poesias sem rimas que brotam
Das almas abandonadas
Revelando a verdade
As tristezas e as jornadas malogradas.
Cada palavra carrega
o peso de antigas feridas
E ainda assim florescem
esperanças adormecidas.
No peito que sangra em silêncio,
há um universo escondido
Onde o pranto vira rio
e o amor, jamais vencido.
Porque a dor quando transborda
procura abrigo na poesia
E encontra na delicadeza
um lampejo de harmonia.
Assim, das cinzas da alma,
renascem sonhos esquecidos
Feito auroras suaves
em corações doloridos.
❦
Cléia Fialho





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