Delicioso fruto maduro
que em teu corpo colho
em teu caule me asseguro
pra te sorvera-té o molho.
E nesse cultivo de fogo e seiva,
me perco no aroma que tens,
como fruta que explode em doçura
quando a boca você me tem.
Teu sabor me atravessa inteira,
feito rio que não sabe voltar,
e eu sigo colhendo teus rastros
sem sequer mais me enjoar.
Há colheitas que não se encerram,
só se reinventam no ardor,
quando o fruto é desejo vivo
e o toque, pura tesão de calor.
❦
Cléia Fialho

.png)

.jpg)
.jpg)


.jpg)

.gif)