Tuas presas rasgam minha nuca antes do beijo
Teu cheiro é urro que desaba na minha espinha
Eu não caminho até ti — eu rastejo
embalo o quadril como cachorro no cio
e eu mordo teu ombro pra não uivar
Cada contração minha é resposta à tua pata
que aperta minha coxa e não solta
Nós não fazemos amor — nós marcamos território
tuas marcas em mim são cicatrizes vivas
meu corpo é toca onde tu entras sem bater
e eu te recebo com dentes e saliva
O chão treme embaixo das nossas quatro patas
não há palavra — há rosnado
não há beijo — há mordida que sangra
e quando tu vens, eu venho igual bicho
cego, sujo, inteiro, sem rumo.
❦
Cléia Fialho
.jpg)
.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
🐾 OBRIGADA PELA SUA PRESENÇA
🐾 É SEMPRE MUITO BOM TER VOCÊ AQUI
🐾 FIQUE À VONTADE PARA COMENTAR OU FAZER UMA INTERAÇÃO NAS POESIAS
🐾 SERÁ UM IMENSO PRAZER COLOCÁ-LA JUNTO À MINHA
🐾 VOLTE SEMPRE!
AFAGOS POÉTICOS EM SEU 💗
🐾