Cada movimento, um sussurro que se torna grito,
uma palavra ecoando no silêncio cúmplice.
O corpo responde em notas graves e agudas,
melodia que se forma, intensa, sem disfarce.
a pele em confluência, um poema em carne viva.
O ar que falta, a busca incessante, muda,
a linguagem secreta que nos cativa.
No toque, a métrica se desfaz em ardor,
a cadência se entrega à paixão que inflama.
E no suspiro final, em suave tremor,
a história se completa, a alma que proclama.
Deixo em ti a marca, um traço indelével,
o registro íntimo do encontro que perdura.
Um eco a vibrar, um sentimento crível,
gravado no silêncio, na noite mais escura.
E no amanhecer, o reflexo discreto,
do rastro que deixei, na fragilidade tua.
Um poema singelo, puro e reto,
na memória que guarda, a doce nuance nua.
❦
Cléia Fialho
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