Desmonto as armaduras de qualquer censura,
deixo cair as rédeas desta sanidade cega,
e me entrego, pedaço a pedaço, à tua volúpia.
uma sinfonia de urgência que clama o teu nome.
Este corpo é um território que te clama,
onde minhas mãos mapeiam a tua ausência,
imaginando o peso, o calor, a tua pele contra a minha.
Fecho os olhos e alucino a tua invasão,
o encontro bruto e sagrado das nossas carnes.
Meus dedos deslizam como se fossem os teus,
antecipando a entrada que me rasga e preenche.
Nossos sexos se fundem em um pacto sujo e divino,
uma colisão de fluidos e desejos reprimidos,
onde a luxúria nos arrasta, sem perdão,
o mundo para... e nós explodimos em êxtase.
❦
Cléia Fialho

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