O carro parado no acostamento parecia um esconderijo proibido.
O vidro já embaçava antes mesmo do primeiro toque.
Ele a puxou para o banco de trás com brutalidade, o estofado rangendo sob o peso da luxúria.
Sua boca percorreu cada curva, mordendo, sugando, rasgando, enquanto as mãos a prendiam contra o couro quente.
Ela, faminta, se ergueu sobre ele, cavalgando sem clemência, unhas cravadas no peito, gemidos brutos que ecoavam no espaço apertado.
O teto vibrava com cada movimento, o carro inteiro se tornava cúmplice da selvageria.
Ele a virou de repente, pressionando-a contra o vidro lateral.
O frio do cristal contrastava com o calor da carne em convulsão.
Cada estocada era brutal, cada gemido uma explosão que fazia o carro tremer como se fosse parte da guerra.
Ela, em transe, mordia o pescoço, arranhava os braços, exigia mais.
O espaço pequeno intensificava a violência: não havia fuga, não havia pausa, só luxúria explícita.
O cheiro de suor e saliva impregnava o ar, transformando o carro em um templo profano.
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Cléia Fialho
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