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segunda-feira, 30 de março de 2015

O GOSTO QUENTE DO DESEJO - Capítulo II




A BOCA QUE RECOLHE

Ainda flutuo naquele torpor quente que o corpo dele deixou em mim, os lençóis amassados grudando na pele úmida das costas. 
A luz fraca da janela desenha contornos preguiçosos no quarto, mas é o peso da mão dele se aproximando do meu seio exposto que me ancora de volta ao presente.

A ponta do dedo indicador toca a borda da auréola e o mundo encolhe até caber naquele ponto exato. 
Ele não tem pressa — desenha círculos lentos, constantes, orbitando o bico sem nunca alcançá-lo. 
O movimento circular me desmancha por dentro, cada volta mais próxima, cada volta mais impossível de suportar.

Prendo a respiração quando sinto o mamilo endurecer sozinho, projetando-se contra o ar como se implorasse pelo toque que ele ainda não me dá. 
Minhas costas arqueiam involuntárias, empurrando o seio contra a mão firme que me contorna sem ceder.
O dedo dele para no bico duro, e eu sei que a boca vem a seguir.

O dedo dele ainda está parado sobre o mamilo duro quando ele abaixa a cabeça. 
O calor da respiração chega primeiro — um bafo quente que me faz tremer inteira antes mesmo do contato. 
Então os lábios selam ao redor do bico ereto e o mundo estoura em luz atrás das minhas pálpebras.

A boca suga com pressão firme, ritmada, e a língua lambe a ponta em movimentos lentos que contradizem a força da sucção. 
Solto um gemido curto, embargado, e minhas costas descolam do colchão. 
A saliva quente se espalha pela auréola enquanto a língua gira em espiral — o mesmo movimento circular do dedo, agora úmido e devastador.

Agarro os cabelos dele com as duas mãos e cravo as unhas no couro cabeludo. Puxo com força, e o gemido grave que ele solta contra meu seio vibra direto na minha espinha. 
A boca não desacelera — suga mais fundo, lambe mais rápido, e a espiral da língua me desmancha em ondas que descem pelo ventre.

O orgasmo me atinge sem aviso. Um gemido alto e incontrolável escapa da minha garganta enquanto a umidade jorra da minha boceta, encharcando os lençóis entre as coxas. 
Meu corpo estremece em espasmos violentos, e é nesse instante que os dentes dele roçam o mamilo — a pontada de dor atravessa o prazer e arranca de mim um segundo gemido, rouco e partido.

O líquido vaginal escorre pela fenda, molhando o tecido debaixo do meu quadril, e eu convulsiono contra a boca que não me solta. 
A língua dele ainda lambe, ainda suga, ainda gira em círculos sobre o bico hipersensível enquanto o orgasmo me devora por dentro. 
A boca permanece selada no meu seio, engolindo o último estremecimento do meu corpo.

Meus músculos afrouxam de uma vez. 
O corpo desaba contra os lençóis encharcados, o peito ainda subindo e descendo em arrancos. 
A boca dele se solta devagar — sinto cada milímetro da despedida — e quando ele levanta a cabeça, um fio de saliva quente conecta seus lábios ao meu mamilo ainda duro. 
O fio estica, brilha na luz fraca, e se rompe. 

Ele respira fundo, os olhos fixos no meu rosto. Eu toco o próprio seio. 
Os dedos encontram a pele molhada, o calor residual da boca dele impregnado na auréola. Pressiono de leve e a umidade espalha. 
Meu quadril relaxa e as coxas se abrem, deixando o ar tocar a umidade vaginal que gruda na pele, fresca contra o calor que ainda pulsa. 
O dedo traça um círculo lento ao redor do bico do seio, espelhando o toque dele.

A mão dele envolve meu pulso antes que eu complete o segundo círculo. 
Os dedos são firmes, quentes, e interrompem o movimento com uma precisão que me faz prender a respiração. 
Ele não diz nada, apenas puxa minha mão para cima, afastando os dedos do mamilo ainda molhado. 
A umidade brilha na ponta dos meus dedos, o resíduo da boca dele misturado ao calor da minha pele. 
Meu braço segue o comando sem resistência, entregue, e eu observo o trajeto da minha própria mão sendo guiada até o rosto dele.

Os lábios dele estão entreabertos, ainda úmidos, e a língua sai devagar, a ponta rosada toca meu dedo indicador primeiro. 
O contato é quente, macio, e a língua desliza pela polpa do dedo recolhendo a umidade da auréola. 
O gosto sou eu. 
O gosto é o leite que não saiu mas que impregnou a pele, o sal do suor, o resquício da saliva dele mesmo. 
A língua contorna a unha e desce pela lateral do dedo, lambendo cada milímetro com uma lentidão que parece oração.
Então os lábios se fecham ao redor dos meus dois dedos.

A boca dele suga com uma pressão lenta e profunda, o vácuo puxando a pele molhada para dentro. 
Sinto o calor da cavidade, a textura da língua se enrolando entre meus dedos, girando, saboreando. 
O gemido que ele solta vibra contra as pontas dos meus dedos e percorre minha mão até o pulso, um zumbido abafado que sobe pelo braço e se aninha na base da minha garganta. 
A saliva dele escorre pela base dos meus dedos, morna e viscosa, descendo até as juntas enquanto ele suga mais fundo.

Meus dedos deslizam para dentro e para fora da boca dele no ritmo que ele impõe, e a língua não para, gira, lambe, pressiona a pele entre os dentes com uma delicadeza que contrasta com a força da sucção. 
O som é molhado, obsceno, um chupar contínuo que preenche o silêncio do quarto. 
Ele fecha os olhos por um instante, as pálpebras pesadas, e o gemido sobe de tom quando a língua encontra o espaço entre meus dedos, recolhendo o último vestígio do gosto quente.

A garganta dele se move num clique seco quando engole. 
O som é audível, íntimo, e eu sinto o gosto descendo quente pela garganta dele enquanto meus dedos ainda estão dentro da boca. 
Ele engole o que era meu, o que estava em mim, e o ato é tão deliberado que meu quadril se contrai contra os lençóis encharcados.

Os lábios dele deslizam para fora dos meus dedos com um selar molhado. 
O ar frio do quarto toca a pele agora brilhante de saliva, e o contraste entre o calor da boca e a frieza súbita me arrepia até o couro cabeludo. 
Meus dedos permanecem suspensos no ar, úmidos e inúteis, enquanto ele me encara. 
Ele engole de novo, a garganta subindo e descendo, e os olhos não desgrudam dos meus, a língua passando devagar pelo lábio inferior.




Cléia Fialho

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