Entrega teu corpo às minhas mãos.
Entrega tua alma ao meu domínio.
E eu te lapido como quem molda um diamante bruto.
Cada faceta brilha mais quando se torna minha.
Provo teus anseios.
Desfaço teus credos.
Desnudo teus desejos.
Arranco de ti as amarguras do cotidiano.
E te deixo livre, como águia em voo aberto.
Mas cativa, presa aos meus caprichos.
Dá-me tua vida como livro sem páginas.
Deixa-me escrever tua história.
Solta os pudores.
Rompe os tabus.
Aqui não há pecado.
Aqui todas as palavras proibidas são permitidas.
Sob meu olhar, tu te tornas serva.
Ajoelha-te e respira meu perfume.
Aquece-te no calor da minha pele.
Bebe do sumo que brota do meu ventre.
Liberta tuas fantasias nas minhas cordas.
Grita palavras profanas com a mordaça nos lábios.
Sente o êxtase das minhas mãos percorrendo tua carne.
E minha língua… demorando-se nas entranhas que adoras.
❦
Cléia Fialho

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