Fico caída, corpo ainda trêmulo,
Teu êxtase escorre quente pelas minhas coxas,
Tu me cobre, não te afastas, és intruso,
Bebes meu suor, boca entrelaçada, solta,
No pescoço, o calor que não se apaga.
Somos sombra e fogo no silêncio denso,
Cada respiração é um sussurro voraz,
O toque pesado, o desejo imenso,
Na pele marcada, o tempo se fragmenta,
Entrelaçados, carne e ânsia se fundem,
No peso da entrega, a alma se enfrenta,
E no abraço bruto, os sentidos se confundem,
Somos vontade, somos chama e tormento,
No corpo exausto, o gozo é juramento.
